Rito para as Profissões

  NORMAS PARA O RITO RELIGIOSO


1.  Para a celebração do rito da profissão, pelo qual o religioso se entrega para sempre a Deus, é aconselhável escolher um domingo ou uma festa do Senhor, de nossa Senhora ou de santos que se distinguiram na vida religiosa.

2. Como exige a natureza do rito, toda a ação litúrgica deve ser celebrada com a conveniente solenidade, evitando-se, porém, a suntuosidade que não condiz com a pobreza religiosa.

3.  A profissão realiza-se de costume na igreja da família religiosa. Por razões pastorais ou para realce da vida religiosa e edificação do povo de Deus, assim como para facilitar seu comparecimento, o rito pode ser celebrado na catedral, ou na igreja paroquial, ou noutra igreja mais indicada. 

4. O presidente do rito se revestirá com os paramentos litúrgicos acima do hábito franciscano e solidéu marrom.

5. O único autorizado a presidir esta celebração é o ministro geral (caso o mesmo não seja ministro ordenado, outro frade com presbiterado celebre o rito da Santa Missa, e o ministro receba os votos).

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SAUDAÇÃO

6. Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres: A paz esteja convosco.
Ass: O amor de Cristo nos uniu.

6. O presidente poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ATO PENITENCIAL

Pres: De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós pecadores.

Após um momento de silêncio, o sacerdote propõe as seguintes invocações:
Pres: Senhor, que nos mandaste perdoar-nos mutuamente antes de nos aproximar do vosso altar, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Pres: Cristo, que na cruz destes o perdão aos pecadores, tende piedade de nós.
Ass: Cristo, tende piedade de nós.

Pres: Senhor, que confiastes à vossa Igreja o ministério da reconciliação, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Segue-se a absolvição:
Pres: 
Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass: Amém.

HINO DE LOUVOR

 7. Quando for prescrito, canta-se ou recita-se o Hino de Louvor.
 8. O hino é prescrito aos domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma. Recita-se nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes.

Ass: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças, por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

9. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o sacerdote abrindo os braços reza a oração;
Pres: Ó Deus, quisestes que vossos servos a graça do batismo desabrochasse com tal força, que desejassem seguir mais de perto os passos de vosso Filho; concedei-lhes que, vivendo a perfeição evangélica, façam crescer a santidade da Igreja, e renovem seu vigor apostólico. Por nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass: Amém.


LITURGIA DA PALAVRA

10. A Liturgia a ser utilizada é a da Missa do Dia, que pode ser acessada clicando aqui.
a) Não se diz o Creio, mesmo se prescrito pelas rubricas.
b) Omite-se a Oração dos fiéis.

CHAMADA

11. Proclamado o Evangelho, o celebrante e o povo sentam-se. Os professantes ficam de pé. Então, se parecer bem ou as circuns­tâncias o pedirem, o diácono ou o mestre chama pelos seus nomes cada um dos professantes, e estes respondem:
Diácono ou Formador:
 Apresente-se o irmão que neste momento professará seus votos (simples ou solenes) na família Franciscana, N.N.

Professante: Presente.

Pres: Irmão caríssimo: que pede ao Senhor e à sua Igreja santa?
Os professantes respondem todos ao mesmo tempo, com estas palavras ou outras semelhantes:
Professante: A perseverança até à morte no serviço do Senhor, na Ordem dos Frades Menores.
O celebrante e todos os membros da família religiosa respon­dem:
Ass:
 Graças a Deus. 

HOMILIA

12. Os professandos sentam também e faz-se uma homilia ou alocução que ressalte não só o sentido das leituras bíblicas, como o grande valor da profissão religiosa para a santificação dos professandos, o bem da Igreja e de toda a família humana.

INTERROGATÓRIO

13. Terminada a homilia, os professantes levantam-se. O celebrante pergunta-lhes se estão dispostos a consagrar-se a Deus e a seguir a perfeição da caridade, de acordo com a Regra da família religiosa. As perguntas aqui propostas podem ser substituídas por outras, ou em parte omitidas, tendo em conta a natureza e o espírito de cada família religiosa.

Pres: Irmão caríssimo: pelo Batismo morreste para o pecado e foste consagrado ao Senhor.
Quereis agora unir-te mais intimamente a Deus por este novo título da profissão (simples ou perpétua) ?
Os professantes respondem todos ao mesmo tempo.
Professante: Quero.

Pres: Queres, com o auxílio da graça de Deus, abraçar para sempre a mesma vida de perfeita castidade, obediência e pobreza, que Cristo Senhor e a Virgem Sua Mãe para Si escolheram?
Professante: Quero.

Pres: Queres seguir dedicadamente o Evangelho e observar a Regra da nossa Ordem no esforço firme e constante por chegar à perfeição da caridade, no amor a Deus e ao próximo?
Professante: Quero.

Pres: Quereis, com a graça do Espírito Santo, entregar generosamente toda a vida ao serviço do povo de Deus?
Professante: Quero.

Terminadas as interrogações, o celebrante confirma a deci­são dos professantes com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres: 
Deus vos inspirou este bom propósito. Que ele vos dê a graça de realizá-lo na esperança da vinda do Senhor.
Ass: Amém. 

LADAINHA

14. Todos se levantam. O Celebrante, de mãos unidas e voltado para o povo, diz: 
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs; Oremos para que o Pai todo-poderoso derrame suas bênçãos sobre estes seus filhos. Ele os chamou para seguirem o Cristo mais de perto. Que em sua bondade os confirme no santo propósito.

15. Segue-se a Ladainha dos Santos. Nos domingos e no Tempo pascal, todos permanecem de pé; nos outros dias, de joelhos. Neste caso o diácono diz:
Diac: Ajoelhemo-nos.
E todos se ajoelham.

O celebrante ajoelha-se; os professandos conforme for o costume podem se prostrar ou se ajoelhar.

Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.
Ass: Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Santa Maria, Mãe de Deus.
Ass: Rogai por nós.

Santa Afonsa de Mattathupadathu
Ass: Rogai por nós.

São Bernardino de Siena
Ass: Rogai por nós.

São Boaventura
Ass: Rogai por nós.

São Conrado de Parzham
Ass: Rogai por nós.

Santa Clara de Assis
Ass: Rogai por nós.

São Crispim de Viterbo
Ass: Rogai por nós.

São José Cupertino
Ass: Rogai por nós.

São Conrado de Placênia
Ass: Rogai por nós.

São Felix de Cantalice
Ass: Rogai por nós.

São Galvão
Ass: Rogai por nós.

Santa Inês
Ass: Rogai por nós.

São João XXIII
Ass: Rogai por nós.

São Maximiliano Maria Kolbe
Ass: Rogai por nós.

São Pio de Pietrelcina
Ass: Rogai por nós.

Santa Rosa de Viterbo
Ass: Rogai por nós.

Santo Antônio de Lisboa
Ass: Rogai por nós.

 São Pio X
Ass: Rogai por nós.

São Gonçalo Garcia
Ass: Rogai por nós.

São Francisco de Assis
Ass: Rogai por nós.

Todos os santos Franciscanos.
Ass: Rogai por nós.

Sede-nos propício.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que nos livreis de todo mal, de todo pecado e da morte eterna.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Pela vossa encarnação, morte e ressurreição.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Pela efusão do Espírito Santo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Apesar de nossos pecados.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis enriquecer a vida da Igreja pela oblação e o apostolado de vossos filhos e filhas.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis para que vos digneis aumentar os dons do Espírito Santo em vosso Servo o Papa, e em todos os ministros da Igreja.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis fazer que a vida e a ação dos religiosos concorram para o progresso da família humana.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis conservar e aumentar a caridade de Cristo e o espirito dos fundadores em todas as famílias religiosas.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis associar mais plenamente à obra da Redenção os que abraçaram os conselhos evangélicos.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis abençoar os pais que vos ofereceram seus filhos.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Jesus, Filho do Deus vivo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Cristo, ouvi-nos.
Ass: Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos.
Ass: Cristo, atendei-nos.

16. Terminada a ladainha, o celebrante de pé e de mãos unidas diz:
Pres: Atendei, ó Deus, as preces do vosso povo e preparai pela vossa graça o coração dos vossos filhos que vos serão consagrados. Que o Espírito Santo os purifique de toda culpa e acenda neles o vosso amor. Por Cristo, Nosso Senhor.
Ass: Amém.

O diácono, se for o caso, diz:
Diac: Levantai-vos.
E todos se levantam.

PROFISSÃO

17. Terminadas a ladainha, os professantes, um após outro, aproximam-se do celebrante [ou do superior e leem a fórmula da profissão.
18. Em seguida, recomenda-se que o professo deponha a cédula da profissão sobre o altar. Depois, se se puder fazer comodamente, assina sobre o próprio altar a acta da profissão, e volta para o seu lugar.

Professante: Para louvor e glória da Santíssima Trindade Eu, Frei N.N., tendo o Senhor me dado a graça de seguir mais de perto o Evangelho e os passos de nosso Senhor Jesus Cristo, em tuas mãos, Frei (Ministro Geral), com firme fé e vontade, faço voto a Deus, Pai santo e todo-poderoso, de viver perpetuamente, em obediência, sem nada de próprio e em castidade. Ao mesmo tempo, professo a vida e a regra dos Frades Menores, confirmada pelo Papa Honório, e prometo observá-la fielmente segundo os Estatutos da Ordem dos Frades Menores. Entrego-me, pois, de todo o coração a esta Fraternidade, para que, pela ação eficaz do Espírito Santo, guiado pelo exemplo de Maria Imaculada, por intercessão de nosso Pai Francisco e de todos os santos, e com a ajuda fraterna de todos, eu possa tender constantemente para a perfeita caridade, no serviço a Deus, à Igreja e aos homens.
(Terminada a profissão, os neoprofessos se ajoelham. O Ministro Geral, de pé, profere a oração de Consagração dos Professos)

Pres: Ó Deus, fonte de toda santidade, amastes de tal modo o homem que criastes que lhe destes participar da vossa natureza; e este plano do vosso amor nem a culpa de Adão destruiu, nem o pecado do mundo alterou. Pois já no princípio dos tempos nos destes no justo Abel um modelo de santidade. Depois, fizestes surgir no meio do povo eleito homens e mulheres santos, entre os quais fulgura a Santíssima Virgem Maria, filha de Sião, em cujo seio se fez homem o vosso Filho e Salvador do mundo Jesus Cristo, Senhor nosso. Modelo de toda santidade, Ele se fez pobre para enriquecer-nos e tornou-se escravo para libertar-nos. Em seu inefável amor ,redimiu o mundo pelo mistério da Páscoa; e enviou o Espírito Santo para santificação da igreja. Pelo mesmo Espírito atraístes inumeráveis filhos para seguirem o Cristo. Entre eles suscitastes o vosso servo Francisco, testemunha da perfeição evangélica, para, com o auxílio do Cristo crucificado, restaurar, por si e por seus irmãos, a Igreja, vossa casa, e renová-la por uma vida santa. Olhai, agora, ó Pai, estes nossos irmãos, que na vossa providência chamastes ao seguimento de Francisco pobre, humilde e apaixonado pela Cruz. Infundi-lhe a plenitude do Espírito septiforme, para que possam cumprir com fidelidade o que com alegria prometeram. Fundamentem sua vida na verdadeira humildade, inflamem o seu coração no amor de Cristo e no zelo da caridade fraterna. Nada prefiram aos preceitos da santa obediência, sigam a altíssima pobreza, cinjam-se da virtude da paciência, e jamais extingam o espírito da santa oração e devoção. Por sua vida edifiquem a Igreja, promovam a salvação do mundo e sejam um sinal transparente dos bens da eternidade. Pai Santo, sede para estes vossos filhos proteção e guia; e, no tribunal do vosso Filho, a esperada recompensa pela fidelidade à vocação. Assim confirmados no vosso amor, gozem o convívio dos santos e com eles vos glorifiquem para sempre. Por Cristo, nosso Senhor
Ass: Amém. 

ENTREGA DA REGRA DE SÃO FRANCISCO 

Pres: Recebe a Regra de São Francisco, para que, observando-a fielmente, chegues à perfeição da caridade.
Neoprofesso: Amém!
Neoprofesso: Sustentai-me e viverei, como dissestes; e não podeis decepcionar minha esperança.
(Todos os irmãos da ordem cumprimentam os frades professos)

OFERTÓRIO

19. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o missal.

20. Durante o canto da preparação das oferendas, algumas das neoprofessas podem levar ao altar o pão, o vinho e a água para o sacrifício eucarístico.

21. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Se não houver canto ao ofertório o povo acrescenta a aclamação:
Ass: Bendito seja Deus para sempre!

22. Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d´água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

23. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da Vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Vinho da Salvação.
Ass: Bendito seja Deus para sempre!
Coloca o cálice sobre o corporal.

24. O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

25. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

26. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.


ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

27. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas;
Pres: Acolhei, ó Deus, com estas oferendas, os votos dos vossos filhos, e confirmai na vossa caridade as que abraçam os conselhos do evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass: Amém.

29. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:

PREFÁCIO

30. Usa-se o prefácio próprio para as profissões seguinte, mas se for usada a Oração Eucarística IVou as brasileiras, não reza-se esse prefácio mas o embutido a ela mesma.

REFÁCIO PRÓPRIO PARA PROFISSÕES
A vida religiosa, como imitação de Cristo no serviço de Deus

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres: 
Corações ao alto.
Ass: O nosso coração está em Deus

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Nascido, como flor puríssima, da Virgem Santa Maria, proclamou bem-aventurados os puros de coração e revelou na sua vida o valor sublime da castidade. Em tudo e sempre quis fazer a vossa vontade e, obedecendo até à morte por nosso amor, ofereceu-Se a Vós como sacrifício espiritual perfeito. Com Ele consagrou ao serviço da vossa glória aqueles que na terra a tudo renunciaram, prometendo-lhes um tesouro inestimável nos Céus. Por isso, com os coros dos Anjos e dos Santos, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:
Ao final, une as mãos e, com o povo, canta ou diz em voz alta:
Ass: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

31. Escolha-se uma das Orações Eucarísticas clicando aqui. E em função disso pode-se comemorar a oblação dos professos seguindo as seguintes fórmulas:

a) Na oração Eucarística I, diz-se o Recebei, ó Pai, seguinte:
Recebei ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e destes vossos filhos no dia da sua profissão. Hoje, pela vossa graça, vos consagraram suas vidas. Concedei-lhes participar das alegrias da Páscoa eterna na vinda gloriosa do vosso Filho. Nós a oferecemos também por aqueles que fizestes renascer pela água e pelo Espírito Santo, dando-lhes o perdão de todos os pecados. Dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos.
Une as mãos.
(Por Cristo, Senhor nosso. Amém).

b) Nas intercessões da Oração Eucarística II, depois das palavras... do vosso povo, acrescenta-se:
Lembrai-vos também destes irmãos que hoje se consagraram para sempre ao vosso serviço; e concedei que tenham sempre seus corações voltados para vós e glorifiquem o vosso Nome.

c) Nas intercessões da Oração Eucarística III, depois das palavras... o povo que conquistastes, acrescenta-se:
Fortalecei em seu santo proposito estes vossos filhos que hoje se uniram a vós para sempre pelos votos religiosos. Fazei que manifestem em vossa Igreja a nova e eterna vida conquistada pela redenção do Cristo.

d) Nas intercessões da Oração Eucarística IV, pode-se mencionar os professos do seguinte modo:
 e todos os ministros, e estes irmãos que, pela profissão religiosa, hoje se consagraram mais intimamente a vós, os fies que, em torno deste altar, vos oferecem este sacrifício, o povo que vos pertence e todos aqueles que vos procuram de coração sincero.

RITO DA COMUNHÃO

32. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

33. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

34. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.

35. O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass: O amor de Cristo nos uniu.

36. Se não foi dado o abraço da paz, o Celebrante saúda as religiosas que acabam de professar, assim como a todos os presentes.

37. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes:
Diác: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.

FRAÇÃO DO PÃO

38. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

39. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
Ass: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

40. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou: 
Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.

ET AGNUS DEI

41. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO 

42. Após a comunhão do Celebrante, os neoprofessos aproximam-se do altar para receberem a Comunhão, que lhes pode ser dada sob as duas espécies. Depois deles, seus pais, parentes e a comunidade religiosa podem comungar do mesmo modo.

43. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.

44. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

45. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.
46. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.
47. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

48. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor. 

DEPOIS DA COMUNHÃO

49. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Pres: Alegrem-nos, ó Deus, a eucaristia e a profissão que hoje celebramos, e fazei que estas duas ofertas inflamem de intensa caridade o coração de vossos filhos, no serviço da igreja e na dedicação ao próximo. Por Cristo, nosso Senhor. 
Ass: Amém.

50. Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

BÊNÇÃO FINAL

51. Em lugar da bênção habitual, pode-se dar a bênção seguinte.

O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:

Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.

Pres: Que Deus, fonte dos bons desejos confirme vosso propósito e fortaleça vossos corações para que guardeis com fidelidade aquilo que prometestes.
Ass: Amém.

Pres: Que ele vos conceda percorrer na alegria do Cristo o caminho estreito que escolhestes, levando com júbilo os fardos dos vossos irmãos e irmãs.
Ass: Amém.

Pres: Que a caridade de Deus faça de vós uma família reunida em nome do Senhor, imagem do amor do Cristo.
Ass: Amém.

Ou:
Pres: Que Deus, inspirador e autor de vossa vocação, vos proteja com sua graça, para cumprirdes fielmente os votos que fizestes.
Ass: Amém.

Pres: Que ele faça de vós para o mundo sinal e testemunho do amor de Deus.
Ass: Amém.

Pres: Que vossa união a Cristo, vivida na terra, seja confirmada no céu.
Ass: Amém.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
Ass: Amém.

52. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Pres ou Diác: Que o Senhor Deus, pelos méritos de São Francisco, vos conceda toda a paz e todo o bem; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Ass: Graças a Deus.

53. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.